Tudo que faltou dizer
Aquilo que subsiste é apenas uma cena triste e as personagens do romance “Pancadas no Morto”, (que escrevi durante a pandenia e que jamais será publicado) estão redondamente enganadas, desde logo, dissimuladas.
Aquilo que subsiste é apenas uma cena triste e as personagens do romance “Pancadas no Morto”, (que escrevi durante a pandenia e que jamais será publicado) estão redondamente enganadas, desde logo, dissimuladas. Por isso mesmo, esta conjunção de todos os destinos, deixa já à margem as confusões mentais, de quem não respeita a memória do morto, a sair por aí vestidas de desumanidades. O que deve ser feito com as roupas do morto? Os sapatos? E os relógios? As jóias? O que se define pela falta de virtudes, pela negação explicita e contínua daquilo que se exibe para suprimir a necessidade de existir. Eu que nunca fui outra pessoa, senão um Homem de bom coração, com defeitos, mas meu alimento são as palavras, minha arma quente, a contrariar a opinião dos outros, porque os outros sempre deixam brechas de suas maldições e ingratidões. Uma mulher está morta, mas não se dá pancada no morto, já dizia meu pai. A mais boba imaginação, lamento muito informar que a perda de alguém não leva adiante uma avalanche de nenhuma algazarra ou glamour. Pouca coisa, sabe. Eu fui a Areia me ajoelhar aos pés de Nossa Senhora da Conceição.
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