Primeira delegada da Mulher da PB relembra pioneirismo e cobra efetividade da Lei Maria da Penha

“Ou a lei, sozinha, não é suficiente ou ela não está sendo aplicada da forma como deveria”. A avaliação da delegada de Polícia Civil aposentada Maria da Luz Chaves Lordão, traduz a serenidade e a firmeza de quem acompanhou de perto a evolução da proteção às mulheres no Estado.

MaisPB ·kubitschek ·7 de agosto de 2026 · 16h55
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Primeira delegada da Mulher da PB relembra pioneirismo e cobra efetividade da Lei Maria da Penha
Foto: Reprodução / MaisPB

“Ou a lei, sozinha, não é suficiente ou ela não está sendo aplicada da forma como deveria”. A avaliação da delegada de Polícia Civil aposentada Maria da Luz Chaves Lordão, traduz a serenidade e a firmeza de quem acompanhou de perto a evolução da proteção às mulheres no Estado. Primeira titular da Delegacia da Mulher da Paraíba, criada na década de 1980, ela reconhece a importância da Lei Maria da Penha, mas defende que a efetividade depende de uma rede estruturada e comprometida. “Tudo depende da organização do sistema. Se ele não funcionar, o resultado será zero”, afirma Dra. Da Luz, como é mais conhecida. Aposentada há alguns anos, ela acompanha o tema pelos noticiários e observa que a sociedade passou a discutir mais a violência doméstica, embora ainda existam desafios. E rememora, com a experiência de quem esteve na linha de frente antes mesmo da criação de mecanismos modernos de proteção, que no período em que atuava como delegada, as mulheres tinham muito menos amparo e que não havia praticamente relatos de denúncias falsas como as que hoje chegam ao debate público.

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