Expansão de farmácias no Brasil revela lógica de fundos imobiliários
Crescimento de novas unidades está ligado à financeirização da economia e a estratégias de investimento imobiliário.
A multiplicação de farmácias nas grandes cidades do país desperta dúvidas na população e alimenta lendas urbanas sobre lavagem de dinheiro, mas o fenômeno tem raízes econômicas ligadas à financeirização, segundo apuração do MaisPB.
De acordo com a publicação do MaisPB, as grandes redes farmacêuticas adotaram estratégias para deixar de ser proprietárias dos prédios. Elas vendem os imóveis para Fundos de Investimentos Imobiliários ou utilizam a modalidade em que o fundo constrói o espaço sob medida.
O modelo permite que as empresas assinem contratos de aluguel de longa duração, geralmente de dez ou quinze anos. Com isso, as redes liberam recursos para investir em estoques, tecnologia e na abertura de novas lojas.
Por outro lado, os fundos imobiliários buscam renda previsível e valorização patrimonial. As farmácias se destacam nesse mercado por apresentarem alto faturamento por metro quadrado e resistência a períodos de crise.
A prática gera impactos na dinâmica urbana, como a elevação nos preços dos aluguéis e do custo de vida. Além disso, parte da riqueza gerada localmente passa a ser apropriada por investidores de circuitos financeiros nacionais e internacionais, conforme informou o MaisPB.
Texto do Paraibão a partir de apuração de MaisPB.