Expansão de farmácias no Brasil revela lógica de fundos imobiliários

Crescimento de novas unidades está ligado à financeirização da economia e a estratégias de investimento imobiliário.

Paraibão·com informações do MaisPB ·14 de setembro de 2026 · 12h05
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Expansão de farmácias no Brasil revela lógica de fundos imobiliários
Foto: Reprodução / MaisPB

A multiplicação de farmácias nas grandes cidades do país desperta dúvidas na população e alimenta lendas urbanas sobre lavagem de dinheiro, mas o fenômeno tem raízes econômicas ligadas à financeirização, segundo apuração do MaisPB.

De acordo com a publicação do MaisPB, as grandes redes farmacêuticas adotaram estratégias para deixar de ser proprietárias dos prédios. Elas vendem os imóveis para Fundos de Investimentos Imobiliários ou utilizam a modalidade em que o fundo constrói o espaço sob medida.

O modelo permite que as empresas assinem contratos de aluguel de longa duração, geralmente de dez ou quinze anos. Com isso, as redes liberam recursos para investir em estoques, tecnologia e na abertura de novas lojas.

Por outro lado, os fundos imobiliários buscam renda previsível e valorização patrimonial. As farmácias se destacam nesse mercado por apresentarem alto faturamento por metro quadrado e resistência a períodos de crise.

A prática gera impactos na dinâmica urbana, como a elevação nos preços dos aluguéis e do custo de vida. Além disso, parte da riqueza gerada localmente passa a ser apropriada por investidores de circuitos financeiros nacionais e internacionais, conforme informou o MaisPB.

Texto do Paraibão a partir de apuração de MaisPB.