Viravoltas repentinas
Fui buscar o resultado dos exames de sangue no Laboratório Maurilio de Almeida, peguei uma senha de idoso e fiquei sentado esperando a vez. Logo percebi que as atendentes ficaram euforicas – até que uma delas perguntou, “é o senhor, né?” Sim, sou eu nascido no Brasil da maioria.
Fui buscar o resultado dos exames de sangue no Laboratório Maurilio de Almeida, peguei uma senha de idoso e fiquei sentado esperando a vez. Logo percebi que as atendentes ficaram euforicas – até que uma delas perguntou, “é o senhor, né?” Sim, sou eu nascido no Brasil da maioria. Não sou príncipe Andrei Bolkónski, de Guerra e Paz, de Tolstói. Não sou mesmo, mas me identifico com o príncipe das marés citado na canção ´Alagados´ de Herbert Vianna . Não tem confusão nisso, a confusão ocorre porque o verso da música diz ´ A esperança não vem do mar ´ , o que gera associação com o filme norte-americano ´O Príncipe das Marés´, de Barbra Streisand, 1991. Falo isso não para os ouvidos dos influenciadores, que se converteram em verdadeiros funcionários de si mesmos, como dizíamos e não falamos mais nada – de que existe um modelo, uma tradução. O perigo surge quando os influenciadores esquecem o rota a que pertencem, e obedecem somente às regras da comunidade virtual e da corporação em que estão inseridos. É uma loucura, mas é divertido.
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