Divergência policial marca década da Chacina de Pioz na Paraíba
Investigação sobre participação de amigo de assassino divide autoridades policiais dez anos após o crime.
As autoridades policiais mantêm entendimentos divergentes sobre a conduta de um amigo do autor da Chacina de Pioz, conforme apuração do Jornal da Paraíba publicada ao completar uma década do caso que vitimou uma família paraibana em 2016.
O crime cometido por François Patrick Nogueira Gouveia resultou na morte de seu tio Marcos Campos Nogueira, da esposa Janaína Santos Américo e dos dois filhos do casal, Maria Carolina, de 4 anos, e David, de 1 ano, gerando condenação à prisão perpétua.
A discussão atual envolve a suposta participação de Marvin Henriques Correia na morte do tio do assassino e na ocultação dos corpos por meio de mensagens enviadas na época, situação que gerou posicionamentos opostos entre os órgãos de segurança.
Segundo o Jornal da Paraíba, o delegado Marcos Paulo, superintendente da Polícia Civil na Região Metropolitana de João Pessoa durante o período, defende que a conduta de Marvin configurou crime tipificado em lei.
Por outro lado, o delegado da Polícia Federal, Gustavo Barros, avalia que o comportamento do amigo do assassino é passível de reprovação moral, mas não pode ser enquadrado como prática criminosa, mantendo o impasse oficial.
Texto do Paraibão a partir de apuração de Jornal da Paraíba.