Uma letrinha a mais

Algumas carreiras pedem talento, persistência e sorte. Outras, ao que parece, pedem apenas mais uma consoante. Depois de anos trabalhando e esperando reconhecimento, o sujeito descobre que o problema talvez não esteja nele, mas no nome. Faltava um “l”, um “n”, quem sabe um “z”.

MaisPB ·kubitschek ·3 de outubro de 2026 · 08h59
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Uma letrinha a mais
Foto: Reprodução / MaisPB

Algumas carreiras pedem talento, persistência e sorte. Outras, ao que parece, pedem apenas mais uma consoante. Depois de anos trabalhando e esperando reconhecimento, o sujeito descobre que o problema talvez não esteja nele, mas no nome. Faltava um “l”, um “n”, quem sabe um “z”. Uma distração dos pais capaz de comprometer o futuro. É aí que entra o numerólogo. Soma letras, calcula vibrações e anuncia que o destino precisa de uma pequena reforma ortográfica. Paolla Oliveira ganhou um “l”. Sheron Menezes virou Sheron Menezzes. Alinne Moraes acrescentou um “n”. Carolina Dieckmann passou a Carolina Dieckmmann. Nanda Costa adotou Nanda Costta. Nunca se exigiu tanto das consoantes. Talvez esteja na hora de aplicar o método também às cidades. João Pessoa poderia consultar um numerólogo para saber se o progresso não anda sendo prejudicado pela grafia. Quem sabe a solução esteja justamente no passado, quando a capital paraibana se chamava Parahyba? Aquele “y”, hoje tão desperdiçado em nomes de condomínios, talvez guardasse extraordinária força econômica. Restaurado o nome, poderíamos aguardar investimentos, empregos e obras, tudo graças à vibração de uma vogal estrangeira.

Esta é uma chamada. O texto acima é um trecho da matéria publicada por MaisPB, citado com atribuição. A apuração, o texto completo e as imagens pertencem ao veículo de origem.

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