Estudo aponta descompasso entre produtividade e salários no capitalismo
Análise aborda relação entre o desemprego e a dinâmica das relações de trabalho em diferentes países.
A insatisfação com as condições de trabalho e as demissões em massa ganharam espaço em economias capitalistas nos últimos anos, conforme levantamento divulgado pelo portal MaisPB.
Segundo o MaisPB, dados da CNBC/SurveyMonkey de 2024 indicam que 42% dos trabalhadores da Geração Z pensaram em deixar o cargo nos três meses anteriores, superando os percentuais de millennials e da Geração X.
A publicação aponta que, entre 1979 e 2025, a produtividade líquida nos Estados Unidos cresceu 90,2%, enquanto a remuneração subiu 33,0%. Na Europa, países como Alemanha e Reino Unido registraram desaceleração salarial a partir dos anos 1990.
No Brasil, o período entre 2000 e 2010 foi marcado por valorização salarial e redução da desigualdade, cenário que mudou a partir de 2014 com a estagnação econômica e a alta do desemprego.
O texto também destaca que o economista polonês Michal Kalecki analisou a oposição de grandes empresários a políticas de pleno emprego, apontando fatores como a perda de controle sobre os investimentos e o enfraquecimento da ameaça de demissão.
Texto do Paraibão a partir de apuração de MaisPB.