Gôndolas da Ansiedade
As prateleiras dos supermercados estão cada vez mais ocupadas por embalagens que prometem saúde. Barras proteicas, pães sem glúten e shakes com gosto de sobremesa formam as chamadas “gôndolas da ansiedade”. Elas não vendem apenas comida.
As prateleiras dos supermercados estão cada vez mais ocupadas por embalagens que prometem saúde. Barras proteicas, pães sem glúten e shakes com gosto de sobremesa formam as chamadas “gôndolas da ansiedade”. Elas não vendem apenas comida. Vendem a ideia de que o consumidor está sempre em falta e precisa de algo industrial para se sentir bem. Li o artigo, da nutricionista Desire Coelho que utilizou a expressão “gôndolas da ansiedade” e aquilo me marcou profundamente. Seu relato sobre a experiência em um supermercado e a crítica aos produtos que prometem saúde enquanto os alimentos de verdade ficam de lado inspirou esta reflexão. A lógica por trás delas é simples e cruel. A indústria primeiro coloca no mercado alimentos que adoecem. Produtos ultraprocessados, cheios de aditivos, açúcares escondidos, gorduras e sais em excesso, criam o terreno fértil para o desconforto. Depois, no mesmo corredor, oferece a solução com versões “saudáveis” do mesmo problema. O consumidor passa a sentir culpa. Come o que adoece, sente o corpo pesado e corre atrás de produtos que prometem consertar o que o próprio sistema criou. Dados recentes mostram o tamanho dessa máquina.
Esta é uma chamada. O texto acima é um trecho da matéria publicada por MaisPB, citado com atribuição. A apuração, o texto completo e as imagens pertencem ao veículo de origem.
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