Gôndolas da Ansiedade

As prateleiras dos supermercados estão cada vez mais ocupadas por embalagens que prometem saúde. Barras proteicas, pães sem glúten e shakes com gosto de sobremesa formam as chamadas “gôndolas da ansiedade”. Elas não vendem apenas comida.

MaisPB ·kubitschek ·4 de agosto de 2026 · 19h14
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Gôndolas da Ansiedade
Foto: Reprodução / MaisPB

As prateleiras dos supermercados estão cada vez mais ocupadas por embalagens que prometem saúde. Barras proteicas, pães sem glúten e shakes com gosto de sobremesa formam as chamadas “gôndolas da ansiedade”. Elas não vendem apenas comida. Vendem a ideia de que o consumidor está sempre em falta e precisa de algo industrial para se sentir bem. Li o artigo, da nutricionista Desire Coelho que utilizou a expressão “gôndolas da ansiedade” e aquilo me marcou profundamente. Seu relato sobre a experiência em um supermercado e a crítica aos produtos que prometem saúde enquanto os alimentos de verdade ficam de lado inspirou esta reflexão. A lógica por trás delas é simples e cruel. A indústria primeiro coloca no mercado alimentos que adoecem. Produtos ultraprocessados, cheios de aditivos, açúcares escondidos, gorduras e sais em excesso, criam o terreno fértil para o desconforto. Depois, no mesmo corredor, oferece a solução com versões “saudáveis” do mesmo problema. O consumidor passa a sentir culpa. Come o que adoece, sente o corpo pesado e corre atrás de produtos que prometem consertar o que o próprio sistema criou. Dados recentes mostram o tamanho dessa máquina.

Esta é uma chamada. O texto acima é um trecho da matéria publicada por MaisPB, citado com atribuição. A apuração, o texto completo e as imagens pertencem ao veículo de origem.

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