CNJ encerra aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes

Decisão do conselho segue deliberação do Supremo Tribunal Federal e altera regras disciplinares da magistratura.

Paraibão·com informações do Jornal da Paraíba ·4 de agosto de 2026 · 13h23
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CNJ encerra aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes
Foto: Reprodução / Jornal da Paraíba

O Conselho Nacional de Justiça aprovou nesta terça-feira a extinção da aposentadoria compulsória como penalidade disciplinar máxima para magistrados envolvidos em faltas graves, de acordo com apuração do Jornal da Paraíba.

Com a mudança, a norma passa a prever a perda do cargo em casos como assédio moral, assédio sexual e comercialização de decisões judiciais.

A nova diretriz atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal, que condicionou a eventual perda da função pública à propositura de uma ação judicial por parte da Advocacia-Geral da União.

Durante a votação, o presidente do órgão, ministro Edson Fachin, afirmou que a alteração marca uma transformação importante no tratamento do tema.

Criado em 2005 para apurar condutas de juízes e desembargadores, o conselho aplicou a sanção de aposentadoria com vencimentos proporcionais a 126 magistrados ao longo de duas décadas.

Texto do Paraibão a partir de apuração de Jornal da Paraíba.