A crise do capital e a disputa pelo Brasil

Estevam Dedalus Nas últimas décadas, as ciências sociais brasileiras relegaram a segundo plano as discussões sobre economia política e a questão nacional. Esse movimento acompanha o declínio do marxismo nos círculos acadêmicos, iniciado nos anos 1980, que se acentuou com o fim da União Soviética.

MaisPB ·kubitschek ·15 de outubro de 2026 · 21h45
Compartilhar
A crise do capital e a disputa pelo Brasil
Foto: Reprodução / MaisPB

Estevam Dedalus Nas últimas décadas, as ciências sociais brasileiras relegaram a segundo plano as discussões sobre economia política e a questão nacional. Esse movimento acompanha o declínio do marxismo nos círculos acadêmicos, iniciado nos anos 1980, que se acentuou com o fim da União Soviética. Aos poucos, os principais debates foram se deslocando para o campo da cultura, das identidades e da análise das disputas político-eleitorais. Temas como imperialismo, dependência econômica, soberania nacional e projetos de superação do capitalismo passaram a ser tratados como questões ultrapassadas, supostamente incapazes de oferecer instrumentos para compreender as transformações do mundo contemporâneo. O que se seguiu foram uma fragmentação e o abandono da totalidade como horizonte de interpretação da realidade social. Vimos surgir diferentes perspectivas teóricas que não conseguem estabelecer conexões entre as relações de classe, a estrutura produtiva, a dependência econômica e os fenômenos culturais, esses que, muitas vezes, são tratados como realidades autônomas.

Esta é uma chamada. O texto acima é um trecho da matéria publicada por MaisPB, citado com atribuição. A apuração, o texto completo e as imagens pertencem ao veículo de origem.

Ler a matéria completa em MaisPB →