Nem tudo que é bonito me convém

Quem não gosta de andar na moda, que hoje não mais produto das grifes de luxo. As grandes redes de varejo mundiais reinventam a moda para popularizar os desejos do inconsciente feminino. Eu gosto da moda.

MaisPB ·kubitschek ·31 de agosto de 2026 · 20h52
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Nem tudo que é bonito me convém
Foto: Reprodução / MaisPB

Quem não gosta de andar na moda, que hoje não mais produto das grifes de luxo. As grandes redes de varejo mundiais reinventam a moda para popularizar os desejos do inconsciente feminino. Eu gosto da moda. Gosto de roupa bonita, de uma bolsa bem transada, de uma produção elegante e até mesmo de olhar uma vitrine sem compromisso e imaginar como eu ficaria naquela produção. Mas uma coisa me incomoda, com a qual rompi definitivamente: salto fino! Já aboli. Não negocio. Em primeiro lugar, o conforto dos meus pés. Hoje, meu salto tem que ser quadrado, firme, civilizado e, sobretudo, comprometido com a minha sobrevivência. A vida já é pesada demais para eu ainda ter que carregar o peso dela equilibrada em dois pequenos pregos de dez centímetros. Aliás, descobri que tenho razão histórica para desconfiar do salto. Seus antecedentes mais conhecidos estão ligados à cavalaria persa: o salto ajudava os cavaleiros a manter os pés firmes nos estribos enquanto combatiam. Ou seja: aquilo começou praticamente como equipamento militar masculino. Depois, em algum momento da história, alguém olhou para nós, mulheres, e pensou: — Vamos fazer com que elas usem isso durante quatro horas numa festa.

Esta é uma chamada. O texto acima é um trecho da matéria publicada por MaisPB, citado com atribuição. A apuração, o texto completo e as imagens pertencem ao veículo de origem.

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