Jatobá em Mangabeira

Pela primeira vez botei o carro na estrada, rumo ao Mercado Público de Mangabeira – e logo percebi que o pneu estava baixo, parei numa oficina e na parede ao invés do calendário com uma mulher seminua, estava lá a foto do candidato a governador da Paraíba, que a maioria não quer.

MaisPB ·kubitschek ·30 de agosto de 2026 · 08h05
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Jatobá em Mangabeira
Foto: Reprodução / MaisPB

Pela primeira vez botei o carro na estrada, rumo ao Mercado Público de Mangabeira – e logo percebi que o pneu estava baixo, parei numa oficina e na parede ao invés do calendário com uma mulher seminua, estava lá a foto do candidato a governador da Paraíba, que a maioria não quer. Talvez, e como não dizia Drummond, encontrei Josefa Taveira, que não tinha entrado na história. Lembrei do mercado púbico de Jatobá, botei lenha na imaginação e logo entendi que existe um elogio pronominal da criatividade. Na realidade, parece-me que esse aparente e difuso interesse pelos negócios e comerciantes, expressa uma tangível indiferença. Mangabeira é imenso ou imensa, mas não tem a modernidade (odeio essa palavra) dos Bancários, (onde mora o jornalista Lenilson Guedes) e a famosa ´Três Ruas´ que não desemboca no açude do meu amor. Mas quando o vento sacodia minha cabeleira, a canção tocava na barraca de queijos e carne de sol e o açude do meu amor secou quando fui encontrar o ´Sibito Baleado´ de Chico Leite, na cúpula do Mag Shopping. Deixa pra lá Esbarrei nos olhos tristes dos peixes mortos e sequer um tico de poesia, ficamos bastante impressionados.

Esta é uma chamada. O texto acima é um trecho da matéria publicada por MaisPB, citado com atribuição. A apuração, o texto completo e as imagens pertencem ao veículo de origem.

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