Doce bárbaro, Jesus

"Com amor no coração/Preparamos a invasão/Cheios de felicidade/Entramos na cidade amada". Era assim que os Doces Bárbaros se apresentavam ao público. 1976. Há 50 anos. Os Doces Bárbaros eram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia. Como haviam sido Nós, Por Exemplo , na Bahia, antes da fama.

Jornal da Paraíba ·Silvio Osias ·4 de agosto de 2026 · 04h03
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Doce bárbaro, Jesus
Foto: Reprodução / Jornal da Paraíba

"Com amor no coração/Preparamos a invasão/Cheios de felicidade/Entramos na cidade amada". Era assim que os Doces Bárbaros se apresentavam ao público. 1976. Há 50 anos. Os Doces Bárbaros eram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia. Como haviam sido Nós, Por Exemplo , na Bahia, antes da fama. Os Doces Bárbaros celebravam os caminhos construídos em pouco mais de uma década. A celebração, numa turnê nacional, era um canto de amor e liberdade. Caetano, Gil e Gal estiveram juntos no Tropicalismo. Bethânia correu por fora. Caetano e Gil foram presos e exilados pela ditadura. Gal segurou a barra tropicalista. Os Doces Bárbaros eram um negócio profundamente politizado. Dava conta do Brasil da ditadura militar, mas não o fazia com o modo explícito da música de protesto. O "Brasil, ame-o ou deixe-o" - slogan da época de Médici - se transformou em "O seu amor, ame-o e deixe-o/Livre para amar". Era uma linda canção de Gil. Um Índio , que antecipava tanta coisa e segue atual, era uma canção inédita que Bethânia cantava. Depois é que ficou conhecida na voz de Caetano, seu autor. Esotérico também surgiu nos Doces Bárbaros. Dueto de Gal e Bethânia.

Esta é uma chamada. O texto acima é um trecho da matéria publicada por Jornal da Paraíba, citado com atribuição. A apuração, o texto completo e as imagens pertencem ao veículo de origem.

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