Começaria tudo outra vez
Alta madrugada. Minhas histórias de paixões estão nas canções do Roberto, tipo, se voltar não faça espanto, cuide apenas de você, ou jamais, se outro cabeludo aparecer na sua rua e isso lhe trouxer saudades minhas, à culpa é minha, mesmo. Silêncio.
Alta madrugada. Minhas histórias de paixões estão nas canções do Roberto, tipo, se voltar não faça espanto, cuide apenas de você, ou jamais, se outro cabeludo aparecer na sua rua e isso lhe trouxer saudades minhas, à culpa é minha, mesmo. Silêncio. Se me perguntarem, é isto, as paixões, canções cheias das palavras e significados belos e dolorosos, ainda não é isso. Eu sou um homem liberto desde que vim ao mundo, mas já não suplico nada – só lembro: não negue o seu amor, seu carinho, nesse ritmo de tudo ou nada, mas não diga que você me pertenceu, porque ninguém é de ninguém. Olho brilhando, som do rádio vindos do velho fusca ou num programa domingueiro, em que o rei cantava tudo e que tudo mais vá pro inferno, nunca o mesmo set list como costuma fazer Roberto Carlos, em todos os shows de uns tempos pra cá. Mas ele é o pode, né? Calma, eu não sou a aeromoça nervosa. Eu não sei como Roberto Cralos aguenta ser rei o tempo todo, tanto tempo escondido em seu apartamento no Rio. Vale a pena ser famoso e rico e nunca poder ir a um boteco, naquela esquina… Além, claro, das manias, só usa tal roupa, tal cor, etc e tal, mas é ele é o tal.
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