A guitarra, o rock e a ciência

Se o Diabo é o pai do rock, a guitarra elétrica é a mãe! Com esse DNA não poderíamos esperar nada além de rebeldia, transgressões e autofagia. Assim como a história dos homens é a história da luta de classes e a história natural é a história da luta pela sobrevivência, a História do Rock é a história de sua autodestrui

MaisPB ·kubitschek ·29 de setembro de 2026 · 19h53
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A guitarra, o rock e a ciência
Foto: Reprodução / MaisPB

Se o Diabo é o pai do rock, a guitarra elétrica é a mãe! Com esse DNA não poderíamos esperar nada além de rebeldia, transgressões e autofagia. Assim como a história dos homens é a história da luta de classes e a história natural é a história da luta pela sobrevivência, a História do Rock é a história de sua autodestruição estética – cheia de abalos sísmicos e furiosos embates dialéticos. Creio que nenhum estilo musical possua árvore genealógica tão frondosa e ramificada e tenha passado tantas metamorfoses. Os diferentes subgêneros do rock levam os mais desinformados a ignorar os laços de parentescos que existe entre eles. Vejo, portanto, a história o rock como um conflito aberto e permanente entre gerações. Em cada momento histórico, autores armados de novas ideias se lançariam numa batalha contra a tradição e a hegemonia reinante. Dois personagens sempre estiveram presentes nesses confrontos: a rebeldia e a guitarra elétrica. A primeira é pré-condição para mantermos a sanidade na vida social. A segunda, uma das mais notáveis invenções do século XX. Sua importância é comparável à penicilina, aos computadores, aos aviões, aos automóveis, a internet e as pílulas anticoncepcionais.

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