Senha sozinha já não protege ninguém: o que os dados dizem sobre a verificação em duas etapas
A senha deixou de ser uma barreira confiável há bastante tempo. Ela vaza em ataques a empresas, é repetida em vários serviços, aparece em listas vendidas por criminosos e, com frequência, é entregue pela própria vítima em um site falso.
A senha deixou de ser uma barreira confiável há bastante tempo. Ela vaza em ataques a empresas, é repetida em vários serviços, aparece em listas vendidas por criminosos e, com frequência, é entregue pela própria vítima em um site falso. O que separa uma credencial roubada de uma conta invadida, hoje, quase sempre é a existência de um segundo fator de verificação. Os números brasileiros ajudam a dimensionar a pressão. Segundo o Mapa da Fraude da Serasa Experian, o país registrou 2,8 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026, alta de 32,9% sobre o mesmo período de 2025, o equivalente a uma tentativa a cada 5,5 segundos. As tecnologias antifraude evitaram um prejuízo potencial de R$ 3,77 bilhões no período. Meios de pagamento concentraram 42,6% das ocorrências e telefonia respondeu por 22,1%, com crescimento de 51,4% no setor. Não por acaso, os segmentos que lidam com dinheiro e identidade foram os primeiros a tornar a verificação obrigatória.
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