O cheiro do papel e as marcas do pensamento
Um dia desse, li um ditado popular que dizia: “ Livro a gente não empresta. Ou você dá ou você o perde.” Não sei se concordo plenamente com essa afirmação, pois o li vro foi feito para circular.
Um dia desse, li um ditado popular que dizia: “ Livro a gente não empresta. Ou você dá ou você o perde.” Não sei se concordo plenamente com essa afirmação, pois o li vro foi feito para circular. Deve ser emprestado, m as cobrada a sua devolução também! É claro que existem d aqueles exemplares dos quais não desapegamos por nada, e outros que fazemos questão de espalhar pelo mundo. Para governar essa relação, se pegou emprestado, devolva! Não suje! Não risque! Não dobre as páginas do livro dos outros! Mas, se o livro for seu, faça o oposto: grife-o, rabisque-o, anote-o. Deixe sua marca como prova viva do seu diálogo para com o autor. E como forma de registrar o seu conhecimento. Afinal, tudo na vida começa com um livro. Desde as fábulas da infância, passando pelos clássicos da adolescência, até os manuais da faculdade. Não conheço nada com maior poder de transformação. Um só livro é capaz de te transportar para outra realidade. De instigar questionamentos e de moldar nossa visão de mundo. Sem contar no cheiro insubstituível de um novo exemplar, que tem um perfume capaz de fixar memórias para sempre. A história da humanidade se confunde com a história do próprio livro.
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