Luciano Maia e o soneto
Luciano Maia (1949…), cearense de Limoeiro do Norte, é um poeta de sempre. Manuel Bandeira, com certeza, o colocaria na vertente dos contumazes, uma vez que sua obra é vasta e múltipla, embora marcada por um raro sentido de unidade estética.
Luciano Maia (1949…), cearense de Limoeiro do Norte, é um poeta de sempre. Manuel Bandeira, com certeza, o colocaria na vertente dos contumazes, uma vez que sua obra é vasta e múltipla, embora marcada por um raro sentido de unidade estética. Tomei contato com a sua poesia desde os idos de 90 do século passado, quando me ofertou a terceira edição do seu livro/poema, Jaguaribe: memória das águas (1994), decerto sua criação mais conhecida e mais afortunada, se considero, especialmente, a linhagem candente do lirismo telúrico como uma das esferas fundantes de sua concepção poética. Cheguei a escrever sobre a grandeza desse “macrotexto” que me denunciava a presença de um poeta forte, quer no uso dos recursos retóricos e formais, quer na densidade da visão de mundo, decorrente da força lírica com que observa, sente e expressa os fenômenos variados da vida. Agora me chega às mãos a décima primeira edição do emblemático poema e mais cinco títulos de sua lavra inexaurível, a saber: Dunas: Livro de Sonetos (2021), Sonetos tresmalhados e Sonata de sonetos (ambos, de 2022); Delta e Trovas e trovoadas (os dois, de 2024).
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