Essas galinhas destrambelhadas do juízo

Eu pensava que somente os humanos escolhessem tiranos, mentirosos e hipócritas para dirigir suas vidas; que apenas eles fossem manipuláveis ao ponto de abrir as portas da própria governança para lobos em pele de cordeiro. Enganei-me redondamente.

MaisPB ·kubitschek ·9 de outubro de 2026 · 07h26
Compartilhar
Essas galinhas destrambelhadas do juízo
Foto: Reprodução / MaisPB

Eu pensava que somente os humanos escolhessem tiranos, mentirosos e hipócritas para dirigir suas vidas; que apenas eles fossem manipuláveis ao ponto de abrir as portas da própria governança para lobos em pele de cordeiro. Enganei-me redondamente. Descobri, boquiaberto, que as galinhas — sobretudo as de sobrecu arrogante e prepotente — também preparam seus poleiros para receber, com festa e regozijo, as raposas, suas inimigas desde tempos imemoriais. Até entendo esse comportamento suicida dos humanos, mas das galinhas, não! Os humanos não têm pena da própria pele. São ignorantes, dissimulados, emocionalmente frágeis, vaidosos ao extremo e raivosos; por isso, fazem aquelas dancinhas no TikTok implorando que seus inimigos lhes comam o fígado e arranquem suas penas. Diferentes deveriam ser as galinhas. Eu até poderia fazer um ensaio filosófico sobre a ontologia desses bichos que trazem a síndrome de Estocolmo em suas estruturas psicológicas, mas desisti. Humano ou não, se um ser não se protege dos inimigos que lhe querem o fiofó, como irá entender que é um dever sagrado manter incólume a própria vida? Meu Deus! São seres desencapados do juízo.

Esta é uma chamada. O texto acima é um trecho da matéria publicada por MaisPB, citado com atribuição. A apuração, o texto completo e as imagens pertencem ao veículo de origem.

Ler a matéria completa em MaisPB →