Biblioteca pessoal
“E você, leitor, como organiza a sua biblioteca pessoal?”, indaga o escritor e bibliófilo Bruno Gaudêncio, num dos textos do seu delicioso livro, A pele da minha casa. A pergunta me provoca devido a duas razões.
“E você, leitor, como organiza a sua biblioteca pessoal?”, indaga o escritor e bibliófilo Bruno Gaudêncio, num dos textos do seu delicioso livro, A pele da minha casa. A pergunta me provoca devido a duas razões. A primeira, porque considero a organização um princípio vital, seja em qualquer esfera das atividades e dos interesses humanos. A segunda, porque possuo uma biblioteca pessoal, construída ao longo de uma vida que já passa da casa dos 70 anos. Organizar me parece uma maneira de viver. Sem organização não se faz nada. A organização é um elemento seminal da cultura e funciona como antídoto eficaz contra o caos. Uma biblioteca, portanto, pressupõe certos critérios de organização, para que se torne coisa viva e não se transforme num depósito maciço e morto de livros, revistas e periódicos. Existe uma ciência que pode facilitar a organização de uma biblioteca, atenta à lógica objetiva das classificações e rubricas bibliográficas. Ciência fundamental e pragmática no que diz respeito à uma ordem possível dos livros dispostos nos espaços adequados.
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