
O filme ‘O Auto da Compadecida 2′ chega aos cinemas nesta quarta-feira (25), baseado na obra de Ariano Suassuna. O sucesso do cinema nacional foi feito a partir da peça escrita pelo paraibano que, por sua vez, se inspirou em outras obras da cultura popular .É o que diz o escritor e dramaturgo paraibano Bráulio Tavares.
Bráulio Tavares escreveu o prólogo de uma edição do livro ‘O Auto da Compadecida’, do ano de 2019. Nela, o pesquisador transita pelo caminho de inspirações que Ariano Suassuna percorreu para escrever o espetáculo que virou série e filme.
De acordo com o pesquisador, muitos episódios de ‘O Auto da Compadecida’ são baseados em textos da tradição popular nordestina, alguns anônimos. O marcante episódio da peça e reproduzido na série e primeiro filme sobre o enterro da cachorra, foi inspirado no folheto “O Dinheiro”, do também paraibano Leandro Gomes de Barros.
“Eu escrevi foi a peça”

No prólogo, Bráulio Tavares cita um ‘causo’ contado por Ariano Suassuna, em que um crítico pergunta de onde o autor inventou alguns momentos icônicos do espetáculo. Quando Ariano responde, o questionador irritado, pergunta “e o que foi que o senhor escreveu?”. O paraibano diz “oxe, eu escrevi foi a peça”.
Braulio Tavares complementa, explicando que mesmo que Ariano Suassuna bebeu de várias fontes, mas utilizou todas elas com criatividade, resultando em algo totalmente novo que ultrapassa o tempo.
“O modo como Ariano Suassuna utiliza nesta peça episódios e personagens de uma tradição antiga, com séculos de existência, dá-nos um bom exemplo de como recorrer a essas fontes. Copiar, mas transformando. Reutilizar, mas dando sangue novo. Na medida do possível, tentar escrever algo tão novo e tão vivo quanto o original”.
Criatividade esta que, anos depois do lançamento do primeiro filme, ainda promete fazer milhares de pessoas irem até as salas de cinema para assistir as peripécias dos carismáticos personagens.
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Fonte: Jornal da Paraíba