Quem lembra do tempo em que o CSNY era um supergrupo de rock?


				
					Quem lembra do tempo em que o CSNY era um supergrupo de rock?
Foto/Reprodução.

Quem foi tocado pelos sons de Woodstock, no início da década de 1970, também foi tocado pelos sons do quarteto Crosby, Stills, Nash & Young.

Woodstock. Tem o festival, tem os álbuns, tem o filme. O filme começa com Long Time Gone. Long Time Gone é Crosby, Stills & Nash, ainda sem Young.

As imagens mostram o campo sendo preparado para o evento. Depois, noutra sequência, tem os carros chegando ao som de Woden Ships. Outra vez, sem Young.

Ao vivo, no palco, numa cena noturna, a gente vê o trio fazendo a extensa Suite: Judy Blue Eyes. Young já estava incorporado, mas não aparece nesse número.

Woodstock é um documentário extraordinário. O filme de Michael Wadleigh flagra um fenômeno importante do final da década de 1960: o movimento hippie.

David Crosby, americano, vinha dos Byrds. Stephen Stills, também americano, vinha do Buffalo Springfield. Graham Nash, inglês, integrara os Hollies. E Neil Young, canadense, fora companheiro de Stills no Buffalo Springfield.

Crosby, Stills, Nash & Young. Ou, simplesmente, CSNY. Quando eles surgiram, na virada dos anos 1960 para os 1970, eram chamados de supergrupo.

Crosby, Stills, Nash & Young são fundadores de um negócio batizado como country rock. Deja Vu (em estúdio) e 4 Way Street (ao vivo) são álbuns antológicos.

Lembro deles agora que chega ao mercado o álbum Live at Fillmore East, 1969. Está nas plataformas de streaming, mas o bom é que tem edição física.

Entre 1968 e 1971, tinha o Fillmore West e o Fillmore East. O Fillmore West ficava em São Francisco, enquanto que o Fillmore East ficava em Nova York.

Essas duas casas fizeram história. Seus palcos receberam todo mundo. O dono era Bill Graham, um judeu alemão que ficou famoso promovendo concertos de rock.

Transformado num álbum 55 anos depois, o show de CSNY foi gravado no Fillmore East. O quarteto acabara de brilhar num dos dias do festival de Woodstock.

O álbum tem 78 minutos de música. Primeiro, vem um set acústico. Vozes e violões com cordas de aço. Depois, vem um set elétrico, com muita guitarra.

Quem conhece CSNY domina o repertório de 17 canções. Vai de Suite: Judy Blue Eyes a Find the Cost of Freedom. Esta, fecha Woodstock, o filme, no corte do diretor.

Suite: Judy Blue Eyes, Helplessly Hoping, Guinnevere, 4 + 20, Our House – são clássicos do repertório do quarteto. Estão todas no set acústico.

Long Time Gone, Woden Ships, Sea of Madness, Down By the River – essas também estão na antologia do grupo e entram no set elétrico do álbum.

Live at Fillmore East, 1969 é de um momento em que os shows de rock ainda não estavam totalmente profissionalizados, mas isso não é um defeito.

Pelo contrário, há um certo amadorismo que dá autenticidade ao concerto do supergrupo e remete a um tempo em que os recursos tecnológicos eram escassos.

Live at Fillmore East, 1969 resgata CSNY em sua inteireza, com o talento espontâneo de cada um dos seus integrantes. É um presente para quem os admira.

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Fonte: Jornal da Paraíba

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