População indígena paraibana tem crescido em áreas urbanas e fora de aldeias, indica IBGE

Conforme dados do Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2022, a população indígena da Paraíba tem apresentado crescimento demográfico intenso em áreas urbanas e fora de aldeias indígenas.

Segundo o órgão, 64,2% do aumento absoluto da população indígena residente na Paraíba entre os Censo Demográficos de 2010 (25.043) e 2022 (30.140) ocorreu em contexto urbano, sendo que 85,3% desse aumento ocorreu fora de terras indígenas, conforme apontou o “Censo Demográfico 2022: Indígenas – principais características das pessoas e dos domicílios, por situação urbana ou rural do domicílio”, divulgados nesta quinta-feira (19), pelo IBGE. Para a pesquisa, foram considerados como indígenas todos aqueles que se identificaram como tal durante a aplicação do questionário.

Os dados do Censo Demográfico 2022 revelaram que 56,4% (16.991) da população indígena estadual residia em contexto urbano, o que representa um aumento de 3.270 pessoas indígenas residindo em contexto urbano em relação ao verificado em 2010, quando foram contabilizadas 13.721 pessoas indígenas residindo em situação urbana (54,8% do total).

O Censo Demográfico 2022 identificou 48 localidades indígenas localizadas na Paraíba, que representa 0,57% desse tipo de local do Brasil, segundo a publicação Censo Demográfico 2022Localidades Indígenas – Resultados do Universo, divulgada nesta quinta-feira (19). As localidades indígenas compreendem todo lugar do território nacional onde existe um aglomerado permanente de habitantes indígenas, que não se constituem de uma única maneira no território brasileiro, pois resultam de um conjunto de processos históricos e geográficos de reassentamentos, recorrentemente forçados e violentos ao longo do processo de formação do território nacional, em que enfrentaram inúmeras dificuldades para resguardarem sua unidade territorial.

Essas 48 localidades indígenas paraibanas têm como característica uma elevada concentração espacial de domicílios habitados por pessoas indígenas; identificação explícita como aldeia, comunidade, acampamento indígena e contiguidade espacial dos domicílios como manifestação dos vínculos representados por laços familiares ou comunitários.

Os questionários de “abordagem indígena” foram aplicados pela primeira vez no Censo Demográfico 2022 e tinham as aldeias e comunidades indígenas como unidades de pesquisa e as lideranças indígenas como respondentes preferenciais. Os estados do Amazona (2.564), Mato Grosso (924) e Pará (869) foram os que apresentaram os maiores número de localidades indígenas.

Além das localidades indígenas, temos os Locais de Concentração de Pessoas Indígenas (LCPIs), áreas que não são necessariamente distinguíveis em relação às localidades mais abrangentes em que se encontram situadas. Elas não contam com declaração explícita de aldeias ou comunidades indígenas, assim declaradas localmente ou encontram-se em etapa inicial de conformação. Na Paraíba, foram detectadas 31 áreas desse tipo, algumas delas em municípios que não têm localidades indígenas, como Amparo (1), Bayeux (1), Mataraca (10), Pitimbu (1) e Pombal (1). Também há LCPIs em municípios com localidades indígenas, como Baía da Traição (3), João Pessoa (9) e Rio Tinto (5).

Das 48 localidades indígenas da Paraíba, 40 estão localizadas dentro de terras indígenas declaradas, homologadas, regularizadas ou encaminhadas como reserva indígena (83,3%) e 8 delas estão fora dessas localidades (16,7%). No Nordeste, temos 1.764 localidades indígenas, sendo 1.076 dentro de terras indígenas (61%) e 688 estão fora dessas áreas (39%). Já no Brasil, das 8.423 localidades existentes, 6.000 estão dentro de terras indígenas (71,2%) e 2.423 estão localizadas fora (28,8%).

Os municípios paraibanos com maiores quantitativos de pessoas que se autodeclararam como indígenas foram Baia da Traição (7.992 pessoas), Marcação (7.926 pessoas), Rio Tinto (6.175), João Pessoa (2.809 pessoas) e Mataraca (1.000 pessoas). Entre todos os municípios do estado, apenas três dele têm indígenas morando em terras indígenas: Marcação (7.926 pessoas); Baia da Traição (6.209 pessoas) e Rio Tinto (4.911 pessoas). O município de Marcação é o único da Paraíba em que a totalidade dos que se declararam indígenas moram em terras indígenas.


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Fonte: WSCOM

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