
A perícia no ônibus escolar envolvido no acidente que matou dois adolescentes e deixou outras 31 pessoas feridas na PB-077, entre Pilões e Cuitegi, foi retomada pela Polícia Científica nesta quinta-feira (3). A inspeção do veículo começou ainda na terça-feira (1º), dia do ocorrido, mas precisou ser continuada no Batalhão da Polícia de Trânsito.
Uma equipe de peritos de João Pessoa, composta por engenheiros mecânicos, iniciou os levantamentos técnicos e analisou diversos aspectos do ônibus. Posteriormente, também serão examinados os freios e a condição mecânica geral do veículo. Neste primeiro momento, o sistema elétrico foi removido para análise em laboratório.
“Vai ser um trabalho minucioso, vai ser um trabalho que vai levar alguns dias. Não é algo que vamos concluir em um ou dois dias. A gente precisa de alguns equipamentos. Nesse primeiro momento, fizemos todo um levantamento das questões das normas técnicas, das condições técnicas do veículo. Já conseguimos extrair a parte do sistema elétrico do veículo, que será levada para o laboratório”, afirmou o chefe de criminalística de Guarabira, Aldenir Lins.

De acordo com Aldenir Lins, o ônibus escolar não estava em condições adequadas para transporte de estudantes. Ele destacou que o ônibus não tinha cinto de segurança para os passageiros e não possuía o selo da vistoria do Detran-PB.
“Ele está nas condições típicas de transporte urbano e não é adequado para transporte escolar. A regulamentação já exige que todo e qualquer transporte escolar, independente do porte, tenha cinto de segurança. Esse veículo comporta 48 passageiros e apenas o motorista tem o cinto de segurança”, afirmou.
Ele também destacou que o tacógrafo do carro estava inoperante durante todo o trajeto do ônibus. Aldenir Lins descartou que algo na via pudesse ter causado o acidente.
Relembre o caso

Na última terça-feira (1°), um ônibus escolar que fazia o transporte de estudantes de Pilões a Guarabira tombou na PB-077, numa região conhecida como Ladeira do Espinho que fica nas proximidades do município de Cuitegi. No acidente, dois adolescentes morreram e 31 ficaram feridos. Entre os feridos, uma menina que teve a mão amputada.
Os mortos são Gustavo Batista Belo da Silva e Fátima Antonella Guedes de Albuquerque, de 13 e 15 anos respectivamente.
Durante as investigações iniciais, descobriu-se que o veículo do acidente não tinha passado por nenhum tipo de vistoria e estava irregular para uso.
O acidente pode ter sido causado por problemas no freio. A suspeita foi levantada e explicada pelo tenente Glauco, do Corpo de Bombeiros. De acordo com o tenente, a pista onde o ônibus tombou não tem marcas de frenagem. Isso, de acordo com ele, indica o problema. O motorista também relatou problemas no freio.
Já o perito Miguel Sales, da Polícia Civil, confirmou que o tombamento aconteceu em uma curva e que, depois disso, o veículo se arrastou pelo asfalto. O ônibus foi contido quando bateu em uma mureta, que impediu que ele caísse em uma ribanceira.
Sobre as vítimas, elas foram enviadas inicialmente para o Hospital Regional de Guarabira. Oito deles, depois, foram transferidos para o Hospital Regional de João Pessoa. Com relação aos corpos dos mortos, esses foram liberados na noite de terça-feira (1º). Foram velados em Pilões e enterrados no município da manhã da quarta-feira (2)

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Fonte: Jornal da Paraíba