Paraíba reduz mortes por aids em 8,6% em dez anos e amplia prevenção com PrEP e diagnósticos

A Paraíba registrou uma queda de 8,6% nas mortes por aids nos últimos dez anos, conforme dados do novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Em 2023, o estado contabilizou 161 óbitos pela doença, com uma taxa de mortalidade de 3,9 por 100 mil habitantes — a menor desde 2013. Apesar do aumento de 4,5% nos casos de HIV no Brasil no mesmo período, a Paraíba ampliou sua capacidade de diagnóstico, o que contribuiu para identificar novos casos e aprimorar o acesso ao tratamento.

A ampliação da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é um dos destaques no estado. O número de usuários subiu de 386 em 2022 para 815 em 2024, dobrando o alcance dessa estratégia de prevenção. A medicação, distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada uma ferramenta essencial no combate à epidemia de HIV e aids, alinhando-se às metas de eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030, estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

No Brasil, 96% das pessoas vivendo com HIV foram diagnosticadas, superando a meta global de 95%. Entre essas, 82% estão em tratamento antirretroviral, e 95% possuem carga viral suprimida, tornando o vírus intransmissível. “Esse trabalho é resultado do diálogo com a sociedade civil e movimentos que historicamente impulsionaram a centralidade dessa agenda como política pública”, destacou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Na Paraíba, o perfil dos casos de HIV e aids segue a tendência nacional. Em 2023, 70,7% das notificações ocorreram em homens, 63,2% em pessoas negras e pardas, e 53,6% em homens que fazem sexo com homens. A faixa etária de maior incidência foi a de 20 a 29 anos, com 37,1% dos casos.

O diretor do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Draurio Barreira, reforçou a importância das iniciativas preventivas. “Em 2024, tivemos um aumento expressivo de usuários da PrEP. Para entrar no programa, as pessoas precisam se testar, o que ampliou significativamente nossa capacidade de diagnóstico”, afirmou.


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Fonte: WSCOM

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