A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quarta-feira (26), um mandado de busca e apreensão em Lucena, na Grande João Pessoa, durante a 35ª fase da Operação Discovery, que investiga o armazenamento de imagens e vídeos de abuso sexual infantojuvenil. A ação integra um esforço nacional de repressão qualificada a crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes.
A ordem judicial, expedida pela Justiça Federal da Paraíba, também determinou a quebra do sigilo telemático do investigado. A operação ocorreu em João Pessoa e Lucena e reforça o compromisso da PF com políticas de proteção integral, conforme previsto na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Contexto da operação
Segundo a PF, embora o termo “pornografia infantil” ainda conste na legislação brasileira, a comunidade internacional recomenda o uso de expressões como “abuso sexual” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem de modo mais fiel a gravidade dos crimes.
A Operação Discovery faz parte de um conjunto de ações estratégicas da Polícia Federal voltadas à identificação e responsabilização de autores que armazenam, produzem ou compartilham esse tipo de material, considerado devastador para as vítimas.
Alerta aos pais e responsáveis
A Polícia Federal reforçou a importância da prevenção e da orientação familiar, principalmente em ambientes virtuais. Entre as medidas essenciais, destacou:
Acompanhar o uso de redes sociais, jogos e aplicativos.
Conversar abertamente sobre riscos online.
Observar mudanças bruscas de comportamento, como isolamento ou segredo sobre uso de dispositivos.
Ensinar crianças e adolescentes a buscar ajuda diante de contatos inadequados.
A instituição ressaltou que a informação continua sendo uma das ferramentas mais eficazes para proteger crianças e adolescentes.
Origem do nome da operação
O nome “Discovery”, que significa “descoberta” em inglês, faz referência ao trabalho contínuo dos policiais federais na identificação de autores desses crimes, considerados de alto impacto social.
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Fonte: PARAIBA.COM.BR
