Vamos separar o Joio do Trigo?
O chique é ser simples
Uma observação importante: não devemos generalizar. Em BC, há muitas pessoas saudáveis, graças à alimentação balanceada e ao apoio de suas famílias. Vale destacar também nosso sempre relevante P.S.: essa medicação têm sua proposta e importância. Meu ponto é como o uso excessivo pode impactar os agentes econômicos. Aproveito para avisar aos nossos leitores que, no ano que vem, vou descer para o BC e fazer o passinho
Ilustração elaborada pela Inteligência Artificial – ChatGPT
Pega aquele café e senta aí que vamos com um pouco de história e dados. Lançado em 2019 para o tratamento do diabetes tipo 2, o “Ozempic e outras medicações à base de semaglutida, substância que regula os níveis de saciedade no corpo, ganharam ampla notoriedade devido ao efeito colateral de promover emagrecimento rápido em pacientes com sobrepeso. A patente do medicamento pertence à farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, que detém exclusividade sobre o Ozempic até 2026.
Enquanto isso, os dados sobre obesidade no Brasil reforçam a relevância dessa classe de medicamentos. Um estudo da Fiocruz Brasília projeta que, até 2044, 48% dos adultos brasileiros estarão obesos, enquanto outros 27% terão sobrepeso. Entre 2006 e 2019, a prevalência de obesidade quase dobrou no país, atingindo 20,3% da população adulta, evidenciando uma tendência de agravamento do problema.
Apesar de sua importância para pacientes com doenças crônicas relacionadas à diabetes e à obesidade, o Ozempic tornou-se uma febre global, sendo usado fora das indicações médicas devido ao seu efeito emagrecedor. Essa popularidade gerou escassez do medicamento, prejudicando o acesso de pacientes que dependem dele para tratar condições graves e melhorar a qualidade de vida.
No Brasil, um país de dimensões continentais, qualquer produto ou serviço amplamente adotado pela população tende a impactar padrões de comportamento e consumo, redefinindo como bilhões de dólares serão gastos. Um exemplo é o caso do investidor Terry Smith, mencionado anteriormente, que decidiu vender sua participação na Diageo. Ele acredita que há evidências crescentes de que medicamentos como o Ozempic podem reduzir o desejo de beber, afetando diretamente o setor de bebidas.

A redução de peso pode beneficiar o varejo de vestuário, à medida que as pessoas renovam seus guarda-roupas para se adaptar ao novo peso. Além disso, uma melhor forma física naturalmente incentiva a prática de esportes ao ar livre e tende a aumentar o consumo no mercado de beleza e autoestima em geral.
Um parceiro da indústria farmacêutica gentilmente compartilhou os dados de 2024, com uma visão até novembro. É importante notar o destaque do Ozempic em relação aos demais. Simplesmente observando o tamanho da barra, já é possível perceber a diferença.

Nas edições #41 e #42, onde discutimos as apostas esportivas, você deve estar se perguntando: o que uma coisa tem a ver com a outra? Mais do que parece. Ambos refletem o imediatismo do brasileiro em buscar soluções rápidas e simplistas. No país das apostas esportivas, a ‘segunda derivada’ é o Ozempic — ambos drenam a renda da população. E aí, qual será o próximo? Talvez você esteja pensando: ‘Fecha a boca, Jhon!
E a taxa de natalidade, atualmente em queda, poderia mudar em um curto período devido ao efeito do Ozempic? Pronto, parei! 🙂
A era da IA está apenas começando!
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Até o próximo!
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Diretamente de O Joio do Trigo
