
A médica mastologista e presidenta fundadora da ONG Amigos do Peito da Paraíba, Joana Marisa de Barros, foi uma das homenageadas com o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz. A honraria, destinada a mulheres que se destacaram na defesa dos direitos femininos e de questões de gênero no país, foi concedida pelo Senado nesta quinta-feira (27).
O nome de Joana foi uma indicação da senadora Daniella Ribeiro (sem partido), que não compareceu ao evento.
Natural do estado do Pará, a médica Joana Marisa de Barros que há 27 anos mora em João Pessoa, é especialista também em imaginologia mamária.
Em 2001, fundou a ONG Amigos do Peito, instituição que tem prestado importantes serviços à população feminina, atuando na busca por um acesso mais digno à saúde mamária, com foco no rastreamento monográfico de qualidade e no diagnóstico precoce do câncer de mama.
Solenidade
A senadora Leila Barros (PDT-DF), uma das parlamentares que conduziram a sessão especial, salientou que a premiação reforça o papel do Senado na luta pela equidade de gênero. Para ela, a premiação é um “ato de resistência” contra todos os tipos de violência contra a mulher e um marco na história da luta das mulheres por direitos e oportunidades iguais.
O primeiro vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, afirmou que as 19 ganhadoras do diploma são representantes diretas do “potencial gigantesco da população feminina brasileira, que honram o legado de Bertha Lutz”. Para ele, é fundamental celebrar a liderança de mulheres que renovam, a cada dia, a luta contra as desigualdades de gênero e a violência crescente.
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) disse que a oportunidade de reconhecer o trabalho das homenageadas é também um momento para reivindicar direitos humanos básicos para as mulheres. Ela apontou como retrocessos o corte, pelo Congresso, da verba destinada à política de combate à violência contra a mulher na Lei Orçamentária de 2025 e a baixa representatividade feminina na política e em cargos de decisão.
Fernando Torres e Montenegro homenageadas
Além de Joana Marisa de Barros, também foram homenageadas as atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, filha e mãe, respectivamente.
Fernanda Torres venceu, em janeiro, o Globo de Ouro como melhor atriz de drama e concorreu ao Oscar pela atuação no filme brasileiro Ainda Estou Aqui, de 2024. Fernanda Montenegro, de 95 anos, tem notória trajetória de oito décadas na dramaturgia. Em 1999, Fernandona, como é chamada, foi indicada ao Oscar de melhor atriz seu papel no filme Central do Brasil.
Na lista (confira abaixo as demais homenageadas) conta ainda com mulheres como Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, e a escritora Conceição Evaristo.
Homenageadas
Na edição de 2025 do prêmio, as 19 personalidades agraciadas em diferentes áreas foram:
1. Ani Heinrich Sanders, produtora rural do Piauí;
2. Antonieta de Barros (in memoriam), primeira mulher negra a ser eleita deputada no Brasil, por Santa Catarina;
3. Bruna dos Santos Costa Rodrigues, juíza do Tribunal de Justiça do Ceará;
4. Conceição Evaristo, escritora e membro da Academia Mineira de Letras;
5. Cristiane Rodrigues Britto, advogada e ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos;
6. Elaine Borges Monteiro Cassiano, reitora do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul;
7. Elisa de Carvalho, pediatra, professora universitária e membro da Academia de Medicina de Brasília;
8. Fernanda Montenegro, atriz e membro da Academia Brasileira de Letras;
9. Fernanda Torres, atriz e escritora;
10. Janete Ana Ribeiro Vaz, empreendedora e cofundadora do Grupo Sabin;
11. Jaqueline Gomes de Jesus, escritora, professora e primeira gestora do sistema de cotas para negros da Universidade de Brasília (UnB);
12. Joana Marisa de Barros, médica mastologista da Paraíba;
13. Lúcia Willadino Braga, neurocientista e presidente da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação;
14. Maria Terezinha Nunes, coordenadora da Rede Equidade e ex-coordenadora do Programa Pró-equidade de Gênero e Raça do Senado;
15. Marisa Serrano, ex-senadora;
16. Patrícia de Amorim Rêgo, procuradora de Justiça do Ministério Público do Acre;
17. Tunísia Viana de Carvalho, ativista dos direitos maternos e infantojuvenis;
18. Virgínia Mendes, filantropa e primeira-dama de Mato Grosso;
19. Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna.
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Fonte: Jornal da Paraíba