Hugo Motta diz que não há 'exilados políticos no Brasil' e gera reação de Eduardo Bolsonaro


				
					Hugo Motta diz que não há 'exilados políticos no Brasil' e gera reação de Eduardo Bolsonaro
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A declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que não há “exilados políticos no Brasil”, desagradou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse ele é um asilado político. “Agora tem a mim aqui“, disse à CNN.

“Acho que está bem claro para todo mundo que a minha situação aqui não é uma situação confortável, estou abrindo mão de um salário sensacional, acho que todo mundo consegue imaginar como é que seja a parte financeira da vida de um deputado. Além disso, um mandato é construído a duras penas”, completou.

Eduardo Bolsonaro ainda está no EUA

Eduardo Bolsonaro se mudou para os Estados Unidos esta semana, após o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, pedir que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fosse investigado por supostamente conspirar contra o governo brasileiro em visitas ao país.

O petista também havia a solicitação para que o passaporte dele fosse confiscado, o que já foi negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ministroAlexandre de Moraes, que não identificou provas de crimes cometidos pelo parlamentar.

Hugo Motta se manifestou em evento da Redemocratização

A declaração de Hugo Motta foi dada durante solenidade pelos 40 anos da Redemocratização do Brasil.

Em seu discurso, o presidente contradisse a versão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados que sustentam que são alvos de perseguição política e censura no âmbito da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado após a eleição e 2022.

“Não vivemos mais as mazelas do período em que o Brasil não era democrático. Não tivemos jornais censurados, nem vozes caladas à força. Não tivemos perseguições políticas, nem presos ou exilados políticos. Não tivemos crimes de opinião ou usurpação de garantias constitucionais. Não mais, nunca mais”, afirmou Motta.

A fala do presidente da Câmara se afasta da versão do ex-presidente Bolsonaro e aliados sobre as investigações dos acontecimentos após as eleições de 2022, quando apoiadores de Bolsonaro fecharam estradas e acamparam em frente aos quartéis pedindo um golpe militar para impedir a posse do presidente Lula. O movimento culminou no 8 de janeiro de 2023, com a depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Depois de ser acusado, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), de liderar a tentativa de golpe, Jair Bolsonaro sustentou que o Brasil viveria um regime autoritário que fabrica “inimigos internos para justificar perseguições, censuras e prisões arbitrárias”. Acusações de “crimes de opinião” contra aliados também são comuns entre partidários do PL, o partido do ex-presidente.

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Fonte: Jornal da Paraíba

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